Minoria incorreta
A Campanha da Fraternidade deste ano abrange os temas ecológicos, com foco nas mudanças climáticas que vêm ocorrendo ao longo dos anos. Tendo como tema ''Fraternidade e vida no planeta'', e como lema ''A criação geme em dores de parto'', ela tenta causar um impacto forte na consciência dos humanos, sobretudo nas ações dos mesmos. Apesar do tema da campanha ser amplo e abrangente, a principal causa das discussões e de uma suposta ameaça à vida no planeta se resume em apenas duas palavras: Aquecimento global. A partir deste fenômeno, formam-se duas correntes de opiniões: O aquecimento global como um processo antropológico, em que o homem estaria destruindo o planeta; e o aquecimento global como um processo natural, ocasionado por mudanças solares.
A primeira corrente atribui o aquecimento global às atividades humanas, que causariam o aumento do efeito estufa, por consequência da queima de gases e combustíveis fósseis, provocando o aumento da temperatura do planeta. Esses gases, principalmente o gás carbônico, formariam uma camada poluente, que impediria a dispersão do calor. Esse é o pensamento aceito como correto pela Campanha da Fraternidade, pela mídia, pelas escolas, e pela maioria das pessoas.
A segunda corrente diz o contrário: O ser humano não tem influência significativa sobre o aquecimento do planeta, sendo este ocasionado por causas naturais. Estudos comprovam que a Terra tem um ciclo natural de resfriamento e aquecimento que dura em média 60 anos. Os oceanos são os responsáveis por regular a temperatura do planeta e, de acordo com as pesquisas, estão perdendo calor. Surge então, um contra-argumento: A alta emissão de gás carbônico através dos desmatamentos, dos automóveis, entre outros. O climatologista Luis Carlos Molion tem a resposta: Segundo ele, ''reduzir as emissões de gás carbônico não teria efeito nenhum sobre as mudanças climáticas, já que os fluxos naturais de carbono entre oceano, vegetação, solos, e atmosfera somam 200 bilhões de toneladas por ano''. Nós seríamos responsáveis por apenas 6 bilhões de toneladas. Timothy Ball, outro climatologista especializado no assunto há 30 anos, acrescenta o seguinte: ''O dióxido de carbono (gás carbônico) não é um gás poluente. Ele tem consequências positivas, na verdade. Quanto maior sua concentração na atmosfera, maior o crescimento das plantas. A atividade do Sol é o principal fator que afeta o clima no planeta, mas quase não é mencionada.''
Ironia ou não, os mesmos cientistas que hoje alertam sobre o aquecimento global, há 30 anos atrás, alarmavam sobre um possível resfriamento global, e as consequências que isso teria na vida do planeta. Fato é que o clima do planeta sempre esteve em constante mudança no passado, com níveis de gás carbônico até dez vezes maiores que os de hoje. As mudanças na atividade solar teriam sido responsáveis pela última Era do Gelo, e são hoje, as responsáveis pelo aquecimento do planeta. Como bem disse Ball: ''É desperdício de tempo e dinheiro combater o aquecimento global''.
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